明日を目指して

Apesar das minhas fragilidades, avanço.”- Lya Luft

segunda-feira, 5 de maio de 2014

~ (re)encontro.

''Não sabia ao certo como agir. Ficamos alguns minutos - tímidos - trocando olhares que, agora, entendo que diziam mais do que as palavras trocadas. ´M!!É você, mano?´ ele disse sorrindo largamente. Eu, acanhando, respondi 'R! Claro! Há quanto tempo, mêw!'. Não sabíamos ao certo se deveríamos nos abraçar, apertar as mãos, ou se deveríamos apenas eternizar aquele tímido reencontro.
Por via das dúvidas estiquei a mão que fora apertada fortemente e um segundo depois foi empurrada para a cintura de R. Seus braços se esticaram, e fui abraçado. É engraçado quando recebemos esses abraços tão intensos e que não esperávamos receber. R me abraçou e senti sua barba, não mais pueril, roçar meu pescoço, seu corpo ligado ao meu emitia aquele desejo-calor-tesão que ecoava pelos meus braços que apenas, mais fortemente, foram apenas capazes de empurrar aquele corpo ao meu. Por um segundo aquela intensidade me levou a tocar seu pescoço, sutilmente, e pude transmitir algo como 'saudades, também.' Timidamente nós afastamos e iniciamos aquele eterno papo de nossa-como-você-cresceu; nossa-há-quanto-tempo-não-nos-viamos?... Não fazia tanto tempo que não o via. Talvez um ano, um pouco menos. R foi daqueles amigos que marcaram a infância. Sempre alegre, carismático, engraçado, popular, era o típico menino que todos adoravam. Tinha um gênio difícil. Por alguns anos íamos-e-voltávamos na mesma condução escolar. Foram inúmeras risadas, aventuras, segredos, broncas. Por algum tempo eu o invejava. Não era tão 'em forma' como ele, não era tão aberto, muito menos sociável. Entretanto ele tinha em mim um parceiro para compartilhar suas presepadas, para dar-lhe bronca quando necessário. Dividíamos segredos em um caderno que acreditávamos ter poderes. Desde novo tentei expressar por meio das palavras aquilo que ecoava em meu coração. R era muito inteligente e estudava em um colégio muito rígido. Ele deveria estudar o dobro para passar em no exame admissional do colégio militar. Era como uma tradição na família. O primeiro irmão mais velho passou, assim como o segundo, o terceiro...E R não poderia ficar para trás. Eram incontáveis horas de estudo, cursinhos e aulas após o horário normal do colégio. Por isso R teve que sair da condução escolar. Lembro-me vagamente da tristeza que foi perder um parceiro de aventuras diárias. Aquele que, de certa forma, era um ombro dentro da minha jovem insegurança. Pouco tempo passou, resolvi iniciar novos desafios, jogar vôlei era um sonho e decidi começar. No primeiro dia de treino deveria retornar sozinho de ônibus para casa. Era uma grande vitória para um pré-adolescente. Sentia-me maior do que eu realmente era. E nessa noite que datava a vitória da minha independência adolescente, reencontrei R. Depois dos acanhados diálogos entramos no ônibus, ele me ensinou sobre as linhas, onde deveria descer, o que deveria fazer...R marcara mais uma vez minha vida: quando pensei que estaria sozinho desbravando o primeiro passo para minha independência, ele esteve presente
Não recordo sobre o que dialogamos dentro do ônibus, mas lembro-me muito bem dele enfatizando o quanto eu havia crescido, como estava magro e bonito. Tímido, disse que não era para tanto mas que estaria perto do que ele era - ou do que ele se tornara: aquele típico adolescente com sorriso estampado, com curvas e peitoral forte. Rimos e nos despedimos rapidamente. Quase perdi o ponto que deveria descer. Lembro-me de impulsivamente ter dado uma espécie de abraço-beijo-no-rosto. E sem olhar para trás desci do ônibus e pela janela ele sorria - aquele sorriso largo-levemente-danado-safado que dizia tanto
Eu e R nunca mais nos (re)encontramos. Os anos se passaram, não sei se cheguei a me tornar aquele adolescente ideal que costumávamos idealizar. Mas adquiri nesse período as melhores vivências, tive os melhores amigos que me acompanham até hoje. Sobre R, gostaria de saber dele. Gostaria de vê-lo. Gostaria de mais uma vez abraça-lo. Só que desta vez sem medo. Gostaria de saber em que tipo de adulto ele se tornou. Eu? Ah...devo ter me tornado aquele tipo de adulto que (re)vive as lembranças com uma nostalgia que aperta o coração. Devo ter me tornado aquele tipo de adulto que escreve não só para transmitir o que se passa, mas para eternizar, em palavras, o sentimento que pulsa, pulsa, pulsa e ressoa pelo âmago da vida. 
Talvez hoje se reencontrasse R, iria, rapidamente, dizer 'diga algo!diga que também teve saudades...'. Não quero desistir dessa fantasia, R. Quero poder olhar em seus olhos mais uma vez e dizer que gostaria de ter te acompanhado. Fantasio em inúmeros episódios que poderiam ter construído sua vida. Um dia espero abraçar-te mais uma vez e pedirei - delicadamente - ao pé de seus ouvidos que você me conte tudo. Contarei tudo. Seremos o tudo."

Ao som de Say something - Boyce Avenue and Carly Rose cover

segunda-feira, 31 de março de 2014

~ uma carta para G (2)

'' Para G, 

Boa noite, G. Tudo bem? Já há alguns meses que não escrevo. Me desculpe. Tudo anda meio corrido. Novos desafios surgiram. Reconhecimento de trabalhos árduos. Entretanto todo reconhecimento chega com uma carga de novas responsabilidades. Estou aprendendo a lidar com tudo. 
Há alguns dias atrás encontrei a seguinte frase ´Natural é as pessoas se encontrarem e se perderem'. Do querido Caio...O Caio, G. Caio Fernando Abreu! rs...Estive refletindo sobre o impacto que esta frase tem na minha vida. Ela é muito palpável, você não acha? Quantas vezes encontramos sentido na vida e no que fazemos, e do nada, basta termos uma decepção - a mais tola possível - e sentimos a perda. Perdemos os sentidos. Sentidos no sentido mais amplo! Perdemos o tato, o paladar, a audição e muitas vezes a fala é regida por incontáveis soluços desesperados. Sim, desesperados. Soluços que são manifestações dos nossos gritos. Gritos desesperados. Gritos mesclados com falta de ar. Com olhos inchados. Com lágrimas que percorrem não apenas nosso rosto, mas tudo que somos. Falando assim lembrei de um filme - de cor azul agradável - em que refleti sobre o choro. Sobre como somos quando sofremos. A gente nunca se olha quando estamos em tal estado. Você já parou para pensar nisso? Isso também é perda, não é? Perdemos a oportunidade de analisar o quão patético pode ser aquela cena ou deixamos de ver a sensibilidade que temos. 
Tenho pensado muito sobre a sensibilidade também. Porque é completamente natural perdê-la. Eu tenho altos e baixos. Crises eternas por não ter tanta sensibilidade. E no fundo sei que é normal encontrá-la lá dentro. Só que...sabe de uma coisa? Gosto de perder tudo isso. Perder o controle, perder os sentidos. No final sabemos exatamente onde encontrá-los. A gente perde, mas no fundo apenas escondemos todos esses sentidos em algum lugar secreto. Só que nunca é secreto, secreto. Sabe? A gente omite por proteção. Ou talvez por fuga. Ou seja lá qual for o motivo. O que importa é compreendermos o eterno ciclo de perder e encontrar. Afinal é tão natural, não é? Caio já dizia isso. E eu concordo com ele. 
Sei que esta carta parece sem nexo, mas talvez o que eu queira dizer, G, é que quando te perdi, perdi todos esses sentidos. Não era possível mais te tocar, ouvir sua voz, sentir seu cheiro e e muito menos sentir o gosto da tua boca. Aqueles lábios que sempre tocavam minhas bochechas. E era tão feliz quando todos esses sentidos construíam nosso dia-a-dia. 
Você sente o mesmo, G? Será que tive algum sentido para sua vida?
Sempre tento não ser dramático-triste-insano-depressivo-ouseiláoque. Só que deixo o lápis me levar. Deixo minhas emoções falarem. E no final, a conclusão é sempre a mesma: a saudade domina todo o meu ser. 
Assim como Caio disse, acredito que naturalmente um dia 're'encontrarei todos esses sentidos. Quando eu puder, por um minuto apenas, olhar-te nos olhos, com um breve sorriso, poderei recarregar todos os sentidos que se foram quando te perdi. Afinal, é natural, não é?
Para sempre seu,
M. ''

domingo, 24 de novembro de 2013

~ uma carta para G.

" Para G,

há quanto tempo! como você está? presumo que esteja bem...como bem te conheço, apesar dos dramas e das pequenas reclamações, não tenho duvidas de que você está desfrutando de um excelente e desafiador dia-a-dia. resolvi escrever esta carta para dizer como estou. o que sinto. afinal, quanto tempo já se passou desde a última vez que te vi? a saudade é tanta que me perco nas memórias. entretanto recordo de uma visita a minha casa em Manaus. Como sempre vocÊ veio fugida. Em segredo. Trocamos ideias, sinais, sorrisos tímidos. Tão tímidos que mal conseguíamos falar. Depois desse dia nunca mais te vi. Nunca mais tive notícias suas. É engraçado analisar como a vida dá voltas-voltas-voltas. A saudade é tanta que dói. Ela percorre todo o meu ser, amplia-se pelo âmago da minha vida...Faz um eco tão forte...E dói. Hoje acordei com esta nostalgia louca. Tão intensa que não consegui sair da cama. Permaneci por de baixo dos lençóis recordando as mais diversas peripécias.São tantas que me pouparei de tentar listar. Depois daquele dia nunca mais nos falamos. Não trocamos ideia, não nos telefonamos, deixamos de responder mensagens. Perdemo-nos no vazio da lembrança. Sempre me pergunto se você também sente tudo isso. Você sente, G? Você sente saudade? Ela também dói em você? Você tem vontade de desafiar as barreiras da vida e me ligar? Ou será que assim como eu vocÊ tem medo da indiferença? Inúmeras vezes, sóbrio ou bêbado, peguei o telefone e digitei o seu número. Entretanto não pude ligar. Me parece que é algo mais forte. Não consigo explicar muito bem. Mas sabe G, eu estou bem. Muito bem. Tão bem que até fico assustado. É uma felicidade mesclada com cansaço diário. Mas não deixa de ser felicidade. Em diversos momentos visualizei você me acompanhando em momentos cruciais. Este ano foram várias. Todos seguidos de incontáveis vitórias. Até eu me assusto com o quanto cresci. Como amadureci depois de tanto tempo. A vida acadêmica é uma loucura. Os sonhos se reconstroem a todos os momentos. E a certeza que tenho é de que estou no lugar no certo. Caminhando sempre com desafios maiores. E você me conhece né? A adrenalina dos desafios me impulsiona cada vez mais. É algo tão forte que nem acredito que cheguei onde estou. E ainda falta muita coisa, G. Queria que vocÊ pudesse me ver, escondidinha, sem que eu soubesse. Essa vida de gente grande é um sarro. Tão cheia de altos e baixos.  E fico admirado que consigo administrar contas, estudos, estágio e tantas coisas. Acho que vocÊ iria sentir orgulho. Pelo menos um pouco. Nesses últimos tempos viajei tanto. Apresentando pesquisas, compartilhando sinais com tantas pessoas. Estou conhecendo novos mundos e me inserindo, aos poucos, em diversos lugares. Aaah G...como eu queria que você pudesse me acompanhar. Sabe, conheci tantas pessoas maravilhosas. Pessoas incríveis que estão aqui, ali, no JApão, nos EUA...Elas também me completam. Elas também fazem parte de mim. Eu também as amo. É incrível pensar como tem gente neste mundo que pode agregar tanta coisa, né? Esses dias atrás meu pai fez uma surpresa e apareceu por aqui, acredita? Duas pessoas especiais o conheceram. As vezes nem sei se elas sabem o quanto elas são especiais pra mim. Elas também fazem parte do que sou, G. Eu as amo tanto, G. Elas fazem com que eu não perca o chão nesta loucura. Ah G, não sinta ciúmes. Elas são lindas. Você iria adorar conhecê-las. Quem sabe um dia? Bem, G...Acho que escrevi demais. Mas escrevi pra te dizer que nunca parei de pensar em você. Nunca. Nem sequer um momento. Eu sei que esta carta parece uma carta feita para alguém que já partiu desta existência. Eu sei que você está viva, feliz e bem. Todavia, você partiu da minha vida. Da minha zona de conforto. Dói muito não poder te ouvir, não poder sentar no chão e ouvir você cantar...Lembra quando você tentava me ensinar a cantar? Lembra quando você compunha? E eu era o fã número um. Aquele que gravava, ouvia, compartilhava. Ai ai G. São tantas coisas que irei parar por aqui. Espero que um dia você possa ler isto. Espero que um dia possamos trocar mais uma vez um abraço caloroso. Um beijo longo. G, não pense que estou triste, ok? A saudade dói em mim, é uma dor tão dolorida que tenho vontade de chorar. Mas nunca consegui. O choro fica preso. POrque no fundo eu sei que não é por muito tempo que toda essa dor-saudade-distância vai ficar entre nós. Gosto de acreditar que um dia vou poder ouvir você mais uma vez. Vamos poder andar de carro até altas horas rindo, cantando, sem nada que nada nos impeça. G, eu estou muito bem. E daqui eu acredito fielmente que você também. Um dia me manda algo. Para eu saber se posso adentrar a sua vida mais uma vez. Tá bom? Estarei esperando. MEsmo que demore. Não tenho pressa. Tenho um amor tão grande e sem fim que me acalma. Fique bem. Tá bom?
Amo você.
Mesmo com os pesares, 
para sempre seu,
M."


marquinhos bueno.
24/11/2013

quem sabe um dia eu envio? rs... a vida dá tantas voltas e nestes momentos de saudade, escrevo. 
ao som de: Dashboard Confessional - The best deceptions.
www.youtube.com/watch?v=xiqXGEV1Bms

terça-feira, 7 de maio de 2013

~ vontade..

"era uma vontade única de expressar o que sentia. coisas que estavam guardadas há tanto tempo. fechadas. trancadas. eram sentimentos tão intocados que foram quase esquecidos. entretanto, encarar o estranhamento é, de alguma forma, tentar entender. é arriscar. e com uma simples companhia. com um simples sorriso, tudo fez sentido. esgotei as dúvidas. não precisei pronunciar nada. apenas compreendi, calei e isso foi o suficiente. agora a folha, do que sinto, está em branco. e de alguma forma acredito que continuará dessa forma: branca. limpa. sem marcas. por hora, assim será."

domingo, 24 de março de 2013

~ qual a importância da literatura?

E 2013 chegou, já estamos em março...E este espaço continua de canto. Peço desculpas. Prometo me esforçar mais e postar com um pouco mais de frequência. Tenho um carinho tão grande por este blog que não iria conseguir apagá-lo. Gostaria de compartilhar um ensaio que produzi para a aula de literatura japonesa, cujo tema é: qual a importância da literatura em sua vida?
espero que gostem. beijos, marquinhos.


"Das áreas que compõem o universo das Letras, qual delas é a que nos possibilita um amplo campo de indagações, senão a literatura?
Acredito que seu conceito ou sua origem, ultrapassa as teorias propostas por diversos mestres que com prazer e perseverança exploram as diversas camadas reflexivas que a literatura nos propõe. Como Cândido que teoriza o começo da literatura brasileira como “bastante relativo”, ainda mais se formos comparar a nossa literatura com a de outros países.
Entretanto, acredito que mesmo com diversas teorias, estudos e reflexões sobre as mais diversas obras que existem, a Literatura para mim sempre foi um momento de liberdade. Momento em que podia descansar a mente e desvendar diversos mundos, compartilhar sentimentos, e a cada passo dado era como se eu crescesse junto com a obra.
Acredito que por mais apaixonante que seja o ato de ler e desbravar as pontes do saber, do imaginário que naquele momento também poderia ser real, de certa forma acho que por alguma razão mística, ou talvez pessoal, as obras nos escolhem também. Talvez isso justifique a demora de dias, semanas ou até anos em que iniciamos uma leitura e acabamos deixando a mesma de lado. Várias vezes enfrentei tal obstáculo e me martirizava por não concluir a tal leitura. Hoje, refletindo sobre a importância que a literatura tem na minha vida, como ponte e fator primordial para meu amadurecimento, acredito que a relação autor-obra-leitor é tão mística quanto podemos imaginar. Talvez a obra peça que a deixemos de lado por um tempo para que no momento certo, possamos juntos estreitar os laços e desvendar os mistérios que a mesma possui. O papel da literatura que para mim sempre foi mais do que  desbravar linhas gerais, sempre gostei de aprofundar as entrelinhas da ficção com a realidade. Enxergo a famosa Literatura como uma amiga presente diariamente em minha vida. Onde posso deitar a minha cabeça em seu ombro e não pensar em mais nada, apenas descansar e deixar com que ela me leve para as mais diversas páginas da vida."

domingo, 4 de novembro de 2012

~ a tal da palavra

"embarquei numa viagem. não conseguia, ao certo, ver o horizonte. nuvens embaçavam as lentes daquele óculos já antigo. a maré sempre alta e brava mexia não só com a embarcação, mas com tudo que havia dentro. e havia, apenas, o meu corpo flutuando com a mente cheia de indagações. perdi e me redescobri. cheguei à beira da praia e mais uma vez admirando o céu não conseguia enxergar estrelas reluzentes. eram apenas pequenos pontos de luz. questionei-me o que estava acontecendo com tudo... junto com aquela leve brisa que canta ao pé de meus ouvidos, senti dedos cruzando com meus dedos. encontrei olhares e sorrisos que indiretamente falavam baixinho a mim ´você pode. você é capaz´. levantei-me ao amanhecer e ao olhar próximo a mim estavam aquelas pessoas que mesmo direto ou indiretamente me incentivam. funcionam como um motor auxiliar para minhas dores, para meus desânimos, para minha vontade de apenas correr. a lente, embaçada, havia sido limpa, o horizonte era claro e o fluxo da maré era como deveria sempre estar: ao meu alcance. pois dentro de nós, independentemente das dores, das inseguranças, de tudo que a gente gosta de colorir como obstáculo, dentro há uma força inesgotável. no final devemos parar de colorir o desânimo acadêmico como um horizonte embaçado, devemos parar de justificar as desilusões da vida como a maré que nos derruba. precisamos acreditar mais na nossa força de brilhar no horizonte e enfrentar qualquer maré. e com vocês, direto ou indiretamente, sinto essa força pulsar. talvez eles nem saibam dessa importância, sabe? porque talvez eu ainda esconda e guarde sentimentos dentro de mim. mas quem sabe agora eles não possam, pelo menos por um minuto, enxergar como um pequeno sorriso, um abraço apertado ou um puxão de orelha, são a causa para o avanço contínuo." 

marquinhos bueno. 

obrigado seuslindo. vamos continuar, juntos, nessa jornada que é nossa revolução humana. 

domingo, 16 de setembro de 2012

''Fazem meses que não te vejo, ‘que não falo com você’. Não sei se você está bem, se está estudando, se está gostando de outro alguém ou se às vezes ainda sonha comigo. Nada mais sei sobre você, além do que sobrou. Recentemente vi umas fotos suas, o corte de cabelo ainda era o mesmo, o físico, o estilo de roupas. Mas tinha algo diferente, eu sei que tinha, porém, com
o eu poderia explicar? Era algo no seu olhar castanho escuro, como se faltasse algo por dentro de você. Era o formato dos traços do seu sorriso, como se tivesse perdido um pedaço de você… Então lembrei, talvez o que faltava, era o pedaço de você que eu levei comigo, e não consegui te devolver.'' (Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

~ depois de você...


"Eu aceitei o nosso fim, digeri a ideia de que amei a pessoa mais estúpida da face da terra, de que a mesma não merecia um tiquinho sequer de tudo o que eu me sujeitei a sentir. Já ultrapassei da época em que ouvir teu nome enchia-me de uma tristeza estúpida, uma vontade de correr pra longe de tudo o que pudesse me trazer de volta a você. Agora, lembrar de nós dois, torna-se algo tão natural e indolor que não me traz sensação alguma. Nenhuma pontinha de arrependimento, amor, admiração ou qualquer outra coisa. Só uma saudadezinha que não faz diferença alguma, que não machuca, que altera absolutamente nada. Aquela agulha pequena que cutuca o coração e te faz pensar “puts, faz tanto tempo!”, que te possibilita dar alguns sorrisos insignificantes. Nada muda. Nem saber que possivelmente você sente minha falta também. Já era, acabou. Só queria que você soubesse que lembrar de você não machuca mais. Só isso. Se eu fui algo pra ti, isso vai significar alguma coisa. Eu estou bem, pela primeira vez depois de você." (Caio Fernando Abreu)

sem palavras :) 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

terça-feira gorda

hoje gostaria de compartilhar, o provável, conto que mais gosto do livro Morangos Mofados do Caio F. Toda vez que leio, penso em tantas coisas e consigo até sentir o mar..

terça-feira gorda 

''De repente ele começou a sambar bonito e veio vindo para mim. Me olhava nos olhos quase sorrindo, uma ruga tensa entre as sobrancelhas, pedindo confirmação. Confirmei, quase sorrindo também, a boca gosmenta de tanta cerveja morna, vodca com coca-cola, uísque nacional, gostos que eu nem identificava mais, passando de mão em mão dentro dos copos de plástico. Usava uma tanga vermelha e branca, Xangô, pensei, Iansã com purpurina na cara, Oxaguiã segurando a espada no braço levantado, Ogum Beira-Mar sambando bonito e bandido. Um movimento que descia feito onda dos quadris pelas coxas, até os pés, ondulado, então olhava para baixo e o movimento subia outra vez, onda ao contrário, voltando pela cintura até os ombros. Era então que sacudia a cabeça olhando para mim, cada vez mais perto.

Eu estava todo suado. Todos estavam suados, mas eu não via mais ninguém além dele. Eu já o tinha visto antes, não ali. Fazia tempo, não sabia onde. Eu tinha andado por muitos lugares. Ele tinha um jeito de quem também tinha andado por muitos lugares. Num desses lugares, quem sabe. Aqui, ali. Mas não lembraríamos antes de falar, talvez também nem depois. Só que não havia palavras. havia o movimento, a dança, o suor, os corpos meu e dele se aproximando mornos, sem querer mais nada além daquele chegar cada vez mais perto.

Na minha frente, ficamos nos olhando. Eu também dançava agora, acompanhando o movimento dele. Assim: quadris, coxas, pés, onda que desce, olhar para baixo, voltando pela cintura até os ombros, onda que sobe, então sacudir os cabelos molhados, levantar a cabeça e encarar sorrindo. Ele encostou o peito suado no meu. Tínhamos pêlos, os dois. Os pêlos molhados se misturavam. Ele estendeu a mão aberta, passou no meu rosto, falou qualquer coisa. O quê, perguntei. Você é gostoso, ele disse. E não parecia bicha nem nada: apenas um corpo que por acaso era de homem gostando de outro corpo, o meu, que por acaso era de homem também. Eu estendi a mão aberta, passei no rosto dele, falei qualquer coisa. O quê, perguntou. Você é gostoso, eu disse. Eu era apenas um corpo que por acaso era de homem gostando de outro corpo, o dele, que por acaso era de homem também.

Eu queria aquele corpo de homem sambando suado bonito ali na minha frente. Quero você, ele disse. Eu disse quero você também. Mas quero agora já neste instante imediato, ele disse e eu repeti quase ao mesmo tempo também, também eu quero. Sorriu mais largo, uns dentes claros. Passou a mão pela minha barriga. Passei a mão pela barriga dele. Apertou, apertamos. As nossas carnes duras tinham pêlos na superfície e músculos sob as peles morenas de sol. Ai-ai, alguém falou em falsete, olha as loucas, e foi embora. Em volta, olhavam.

Entreaberta, a boca dele veio se aproximando da minha. Parecia um figo maduro quando a gente faz com a ponta da faca uma cruz na extremidade mais redonda e rasga devagar a polpa, revelando o interior rosado cheio de grãos. Você sabia, eu falei, que o figo não é uma fruta mas uma flor que abre pra dentro. O quê, ele gritou. O figo, repeti, o figo é uma flor. Mas não tinha importância. Ele enfiou a mão dentro da sunga, tirou duas bolinhas num envelope metálico. Tomou uma e me estendeu a outra. Não, eu disse, eu quero minha lucidez de qualquer jeito. Mas estava completamente louco. E queria, como queria aquela bolinha química quente vinda direto do meio dos pentelhos dele. Estendi a língua, engoli. Nos empurravam em volta, tentei protegê-lo com meu corpo, mas ai-ai repetiam empurrando, olha as loucas, vamos embora daqui, ele disse. E fomos saindo colados pelo meio do salão, a purpurina da cara dele cintilando no meio dos gritos.

Veados, a gente ainda ouviu, recebendo na cara o vento frio do mar. A música era só um tumtumtum de pés e tambores batendo. Eu olhei para cima e mostrei olha lá as Plêiades, só o que eu sabia ver, que nem raquete de tênis suspensa no céu. Você vai pegar um resfriado, ele falou com a mão no meu ombro. Foi então que percebi que não usávamos máscara. Lembrei que tinha lido em algum lugar que a dor é a única emoção que não usa máscara. Não sentíamos dor, mas aquela emoção daquela hora ali sobre nós, eu nem sei se era alegria, também não usava máscara. Então pensei devagar que era proibido ou perigoso não usar máscara, ainda mais no Carnaval.

A mão dele apertou meu ombro. Minha mão apertou a cintura dele. sentado na areia, ele tirou da sunga mágica um pequeno envelope, um espelho redondo, uma gilette. Bateu quatro carreiras, cheirou duas, me estendeu a nota enroladinha de cem. Cheirei fundo, uma em cada narina. Lambeu o vidro, molhei as gengivas. Joga o espelho no mar pra Iemanjá, me disse. O espelho brilhou rodando no ar, e enquanto acompanhava o vôo fiquei com medo de olhar outra vez para ele. Porque se você pisca, quando torna a abrir os olhos o lindo pode ficar feio. Ou vice-versa. Olha pra mim, ele pediu. E eu olhei.

Brilhávamos, os dois, nos olhando sobre a areia. Te conheço de algum lugar, cara, ele disse, mas acho que é da minha cabeça mesmo. Não tem importância, eu falei. Ele falou não fale, depois me abraçou forte. Bem de perto, olhei a cara dele, que olhada assim não era bonita nem feia: de poros e pêlos, uma cara de verdade olhando bem de perto a cara de verdade que era a minha. A língua dele lambeu meu pescoço, minha língua entrou na orelha dele, depois se misturaram molhadas. Feito dois figos maduros apertados um contra o outro, as sementes vermelhas chocando-se com um ruído de dente contra dente.

Tiramos as roupas um do outro, depois rolamos na areia. Não vou perguntar teu nome, nem tua idade, teu telefone, teu signo ou endereço, ele disse. O mamilo duro dele na minha boca, a cabeça dura do meu pau dentro da mão dele. O que você mentir eu acredito, eu disse, que nem na marcha antiga de Carnaval. A gente foi rolando até onde as ondas quebravam para que a água lavasse e levasse o suor e a areia e apurpurina dos nossos corpos. A gente se apertou um conta o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro. Tão simples, tão clássico. A gente se afastou um pouco, só para ver melhor como eram bonitos nossos corpos nus de homens estendidos um ao lado do outro, iluminados pela fodforescência das ondas do mar. Plâncton, ele disse, é um bicho que brilha quando faz amor.

E brilhamos.

Mas vieram vindo, então, e eram muitos. Foge, gritei, estendendo o braço. Minha mão agarrou um espaço vazio. O pontapé nas costas fez com que me levantasse. Ele ficou no chão. Estavam todos em volta. Ai-ai, gritavam, olha as loucas. Olhando para baixo, vi os olhos dele muito abertos e sem nenhuma culpa entre as outras caras dos homens. A boca molhada afundando no meio duma massa escura, o brilho de um dente caído na areia. Quis tomá-lo pela mão, protegê-lo com meu corpo, mas sem querer estava sozinho e nu correndo pela areia molhada, os outros todos em volta, muito próximos.

Fechando os olhos então, como um filme contra as pálpebras, eu conseguia ver três imagens se sobrepondo. Primeiro o corpo suado dele, sambando, vindo em minha direção. Depois as Plêiades, feito uma raquete de tênis suspensa no céu lá em cima. E finalmente a queda lenta de um figo muito maduro, até esborrachar-se contra o chão em mil pedaços sangrentos.''



terça-feira gorda
morangos mofados
caio fernando abreu 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

~ grey....


Well I've been here before,
I've sat on the floor,
In a grey grey room,
Where I stay in all day,
I don't eat, but I play,
With this grey grey food,
Desole, If someone is prayin', Then I might break out,
Desole, Even if I scream, I can't scream that loud,
So I'm all alone again,
Crawling back home again,
Just stuck by the phone again
Yeah, well I've been here before,
Sat on a floor, In a grey grey mood,
Where I stay up all night,
And all that I write is a grey grey tune,
So pray for me child,
Just for a while, And I might break out yeah,
Pray for me child, Even a smile would do for now,
So I'm all alone again,
Crawling back home again,
Just stuck by the phone again
Have I still got you to be my open door,
Have I still got you to be my sandy shore,
Have I still got you to cross my bridge in this storm,
Have I still got you to keep me warm,
Coz if I squeeze my grape, And I drink my wine yeah,
Coz if I squeeze my grape, And I drink my wine yeah,
Yeah, Oh coz nothing is lost, This is frozen in frost,
And it's opening time, And there's no-one in line,
But I've still got me to be your open door,
I've still got me to be your sandy shore,
I've still got me to cross your bridge in this storm,
And I've still got me to keep you warm,
Warmer than warm yeah, Warmer than warm yeah,
Warmer than warm yeah, Warmer than warm yeah.
 
damien rice
grey room
 
é incrível como esta música se posiciona em todos os momentos da minha vida...os de mágoa, os tristes quando estou literalmente no grey room refletindo sobre tantas coisas..mas ela se encaixa nos mais felizes também... 

sem mais.

 
 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

~ and...

"entre meios, músicas e emoções....nos beijamos. aquele olhar, profundo, esclarecedor, foi seguido do primeiro de muitos. foi decisivo. foi marcante. iniciamos uma troca de ideias, de sentimentos, de amores que só cresce. cresce tanto que até me assusto. me assusto com o que tenho sentido. não por medo de não dar conta ou por qualquer insegurança, mas por ser verdadeiro. puramente sincero e verdadeiro. recordo-me vagamente de um passado, nem tão distante, em que senti o que sinto agora. minha maior vontade, às vezes, é apenas de gritar. sem muitos motivos. em meio a correria, as mudanças entre nossas vidas, mesclado com tantas causas já feitas no passado, minha única vontade, neste exato momento, é: de gritar. gritar que te-quero-aqui-agora. gritar que desejo-seu-abraço-seu-beijo-seu-rosto-colado-no-meu. queria gritar ao vento todas essas palavras para que ele possa levá-las até você. para que mesmo que de longe, como se fosse um murmúrio, vocÊ pudesse ouvir o que sinto. pudesse ter a certeza da veracidade e da sinceridade do que sinto. na maioria das vezes 24 horas é pouco para pensar em você, na gente, no que está por vir. talvez essa ansiedade-vontade-sentimento faz com que eu sinta que está tudo estranho. até porque é estranho sentir tudo isso de novo. é estranho entender que isso é o que sempre chamei de transformação de um tal de carma aí. e talvez o mais estranho é que estamos apenas nos conhecendo. apenas iniciando uma nova etapa. juntos. eu e você. e a vontade de gritar, o achar estranho, todos os questionamentos bobos, no fundo, possuem uma simples explicação: é porque gosto demais de você. simples assim. será que dá pra entender? ... gosto de vocÊ."

marquinhos bueno. 
21 de junho de 2012. 
 

sábado, 2 de junho de 2012

~ it's hard to translate...

" às vezes é difícil traduzir o que sinto. talvez manter-me no silêncio seja a melhor escolha antes que sentimentos passem e não voltem? contudo algumas coisas que eu gostaria que partissem, não partem, permanecem e de alguma forma é bom. o questionamento é: se eles forem, como ficarei?" 

ao som de florence and the machine freneticamente

segunda-feira, 28 de maio de 2012

~ o meio

"Uma vez li algo sobre caminho do meio e isso me marcou. Esse meio é algo engraçado. Somos constantemente influenciados pelo meio em que vivemos. Seja ele família, trabalho, amigos ou até mesmo o meio da nossa própria solidão. Li muito sobre. Conclui várias coisas. Contudo, hoje passei a refletir que talvez eu deva me empenhar em estar mais centrado no meio dos meus próprios sentimentos. Demasiadamente insisto em manter a campanha da boa amizade. Me esforço para fazer sempre a causa que julgo ser certa. Isso implica em sempre manter a sinceridade, sempre criar pontes de diálogo mesmo quando minha maior vontade é manter-me fechado em meus próprios pensamentos Uma vez, no passado, cantei pro vento ''take me for what I am..who I was meant to be.." e me pareceu algo verdadeiro que prolongou-se durante todo esse tempo. Mas a dificuldade se encontra em ter empatia com seus próprios sentimentos e com os dos outros. Quanto devemos respeitar o espaço?-Qual deve ser o limite da minha fala?-Será que tudo isso vai gerar desconforto? No meu sentimento constante de manter a sinceridade, excluí dores que às vezes acredito que deveria ter curtido-as por mais um tempo. Quebrei silêncios, barreiras. E mantive-me pra lá do meio. Até que com um pequeno soprar do inverno que, lentamente, se manifesta entre o tal do dia-a-di-a-dia-dia, perdemo-nos no tal do meio. Não há explicações, justificações e muito menos cobrança. Sentimo-nos como idiotas? Sim. Não nego. Recordo-me do vínculo que cantamos ao vento e isso faz com que aceite até mesmo esses momentos de dúvida. É como se pudesse ouvir baixinho alguém falando ''deves manter-se no meio. é normal sentir-se como idiota-bobo-seja-lá-o-que-for. mas lembre-se que o mesmo que fizestes isso contigo também teve seu próprio pesar de sentimentos-dores-pensamentos''. Continuo refletindo sobre o meio. Sobre manter-se no meio do que sinto e assim respeitar o meio de outros. Pois como há alguns minutos pude ouvir do vento que 'é sempre muito fácil falar...' .. E não é mesmo?"


marquinhos bueno.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

~ you've got the love...


"há algum tempo atrás, não muito tempo. talvez uma semana ou duas, ela, com toda sua beleza-força-garra-, leu minha mão. sempre tive um certo receio com isso. encarar informações como perda-ganhos-vida-morte-amores, sempre foi algo que eu evitei. talvez por estar calejado com o tempo e com experiências. contudo, ela, com seus penetrantes olhos - que na minha opinião enxergam além da alma-do-tempo-do-espaço, com uma simplicidade meiga-querida-amiga, leu a minha mão. rodeados de amizade verdadeira, datas especiais, mesas de plástico, e copos de cerveja ela ditou, com suaves palavras, um futuro garantido-feliz-e-sucesso e todas as coisas boas que eu sempre desejei e determinei dentro de minha fé. dialogamos por horas. sobre a importância do diálogo, de amigos, da vida, dos "acasos" que gostamos de chamar de acasos mas que sempre trazem um significado profundo em nossas vidas. dentre essa arte de ler-falar-dialogar pude tirar melhores conclusões. re-afirmei-e-re-dobrei meus objetivos. afinal, este é o objetivo. entender que temos força para mudar e transformar.
porém, dentre todas as linhas que ditam e trazem informações sobre vida e sobre nós, aquelas três linhas do tal do amor me intrigaram. mexeram com sentimentos adormecidos. com tantas lembranças. 
a nostalgia me fez bem. me fez sentir forte de alguma forma. 
me fez repensar. de algum jeito me mudou. assim como ela, linda, entrou em minha vida tão leve como o vento que passava entre nós e nossos diálogos, fazendo seus cabelos voarem , enquanto, entre sorrisos trocávamos confidências. enquanto selávamos a-tal-da-amizade-verdadeira. 
agora, mesmo entre altos e baixos do dia-a-dia, aprendi a ditar e identificar os amores dos outros. assim como ela me remeteu a sentimentos nostálgicos e reflexões, espero, mesmo que de leve,  manifestar o mesmo em...quem sabe você?'' 


marquinhos bueno.
18 de maio de 2012. 
contos.
florence+ the machine freneticamente. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

~ so sweet and so cold...

"é engraçado como a gente gosta de apressar algumas coisas. talvez pela carência, pela falta de atenção, pela idade. a gente determina que tudo vai ser diferente. que a partir deste momento não iremos fazer aquilo ou tal coisa. a gente passa um tempo investindo nisso, fazendo a causa que consideramos certa e ficamos felizes assim. contudo, às vezes - só às vezes - a pequena insegurança causada pela ausência de contato, faz com que possamos abrir mais a mente e olhar para outras pessoas com novos olhares. encontramos alguém bacana, fenomenal, incrível, e achamos, por alguns minutos, que esta é a pessoa da vida. somamos, então, todas as dores do passado, todas as mágoas, todas as vontades e em poucos minutos determinamos que esta é a pessoa-certa. aí que mora o problema. o ritmo, insano, do dia-a-dia, as diversas páginas passadas de nossa existência, marcadas por tantos acontecimentos, nos envolvem de uma forma tão mística. Às vezes parece um feitiço que nos prende a tantas memórias. e isso se prolonga de tal forma que, misticamente, nos envolvemos com a tal-pessoa-certa que determinamos ser em 5 minutos. em poucas semanas a gente, na tensão e na carÊncia, assume status rapidamente. contudo o que pulamos são as etapas do conhecimento. ninguém é perfeito, ninguém é cem porcento íntegro. temos defeitos, qualidades, manias, loucuras...e para cada uma dessas qualidades-ou-defeitos, temos uma química positiva que é somada com nossa própria vida e isso gera a tal da afinidade. 
o problema é quando apressamos tanto e não há a tal da química. não há química nas manias, nas loucuras, no sexo, em nada. não basta apenas ser incrível-inteligente-mágico se não tiver um misto de prazer e compartilhamento de ideias. isso gera reflexões. como-pude-ser-tão-bobo, como-deixei-isso-acontecer, e-agora. a gente tenta conversar antes que as coisas piorem. e quando já estão mais do que piores?
acabamos dialogando e tentando expor os sentimentos e a causa da discordância. no final? alguém sai magoado, ferido, com raiva. o outro?sai bem, com foco e de alguma forma leve. mas o questionamento que resta é...pq começamos tudo isso, afinal?
o que penso, agora, é como diz aquela música bonita... ~it's not right, but it's ok~.  e no final tudo fica bem. tem que..."



marquinhos bueno.
1 de maio de 2012. 
florence and the machine freneticamente.

sábado, 10 de março de 2012

~ por trás...



“ já que li que a escuridão se torna tão maior. que momentos de alegria virão. mas é tão engraçado como gostamos de brincar no escuro. no tal do vazio. vazio que acreditamos viver sem fim. viver sem cor, sem esperanças, sem expectativas.
vivemos momentos de desespero. de problemas, não somente em casa-no-trabalho-na-vida-amorosa, mas nos desesperamos porque não compreendemos de onde tudo isso parte. alguns se escondem por trás de belas imagens produzidas com texturas opacas, outros escrevem, alguns choram, outros se trancam, e muitos sofrem calados em meio a mesas de plásticos e copos que brindam alguma coisa.
até que chega um momento que damos um basta. um chega para tudo isso. renovamos o guarda-roupa, o cabelo, fazemos uma tatoo, colocamos um novo piercing. alguns viajam, outros compram coisas. outros se desapegam de pessoas e se dão oportunidade de conhecer outras. no final, temos que entender que tanto o sofrimento como a felicidade são estados de vida e são causas que partem de dentro de nós. mesmo o momento ruim que passamos, é a causa que temos para transformá-lo na grande oportunidade de crescer e vencer. temos realmente que sacudir a vida, mudar o visual, jogar os cabelos, e avançar sem medo das possíveis quedas. pois como lindos seres mágicos que voam, que transcendem pela nossa imaginação e realidade, iremos crescer e voar para as mais altas conquistas. - por mais que gostemos da doce cor do escuro.”



marquinhos bueno.
contos
10 de março 2012
post para meu querido Rô(primeira foto), parceiro de ideias sobre fotografia, situações e todas essas coisas que passamos pela vida! ! Entender que o que está por trás de uma imagem, por mais impactante que seja, requer sabedoria e algumas experiências em comum. vamos avançar sempre, querido!


ao som de: Florence+The Machine, shake it out.

sexta-feira, 9 de março de 2012

~ não, diga-me não.

"enquanto deslizava para fundo de pequenos copos, algumas mesas de plástico, conversas cheias de planos para dominar o mundo com pessoas tão queridas, o universo - ou seria eu mesmo? - me prega peças e trouxe, rapidamente, informações que como um mantra, mentalizo, que não-me-afetam-que-não-quero-saber-que-está-tudo-bem. penetram não somente pela minha mente, mas por todas minhas entranhas e memórias, e cutucam dores ardentemente cicatrizadas.
~ in the arms of the ocean,  so sweet and so cold and all this devotion, well, I never knew it all. and the crushes of heaven, for a sinner released but the arms of the ocean delivered me ~ 
queria estar, como a música diz, nos braços do oceano e deixar com que ele levasse, não só o sentimento, mas toda a lembrança, todas as palavras, todos os planos...que devagarzinho tomaram conta de mim. e pudesse, suavemente, dizer-te sem dores que nada sinto. no final, nada sinto. o que resta é a dúvida do se. melhor, a esperança do se que não cansa de me perturbar e dizer que poderia ter dado certo. mas, no final das contas.....'this is the way it's meant to be....this is the way it ends'. e termina vocÊ aí e eu aqui." 


marquinhos bueno
contos.
8 de março de 2012.
ao som de:  Florence and the Machine, never let me go e Landon Pigg, the way it ends. 


terça-feira, 6 de março de 2012

~ notícias

Boa noite, gente.
Feliz Ano novo super atrasado. Tenho deixado este espaço de lado por alguns meses. Tenho produzido coisas, mas confesso que talvez por falta de tempo ou até mesmo por um pouco de insegurança acabo não postando tanto.


Prometo, como sempre, me esforçar e fazer em 2012 o que não fiz em 2011: postar mais. dialogar mais com vocês. publicar mais.
Conto com vocês!!


E desejo um 2012 repleto das mais maravilhosas vitórias.


Hoje compartilho um texto que produzi a pouco tempo. Durante esta semana vários ''acasos'' tem me intrigado e com isso tenho feito várias reflexões. Postarei a mais recente hoje.




“Nos esforçamos constantemente para esquecer-apagar-excluir sentimentos passados. Buscamos terapias-orações-pensamento positivo-, no final um pouco de tudo isso com tempo é o melhor remédio. Tempo, este, que costuma brincar com nossos sentimentos. Momentos vão e vem. Construímos grande edifícios cheios de memórias boas- ruins-nostálgicas-arrebatadoras. Contudo, no final de cada curto - ou longo - espaço de aventuras, entulhamos tais lembranças em pequenas caixas e costumamos guardar em cada compartimento do tal grande edifício que criamos. Buscamos as alternativas e superamos as dores, intensificamos as felicidades. E, mais uma vez, o tempo nos dá a graça de sua presença.
Até que um dia, dia qualquer, a qualquer momento, misticamente recebemos notícias repentinas que nos causam dúvida. ~ será que sentimento foi superado?, será que estou me sentindo traído?, Quais as razões pelo qual ele decidiu fazer isso?~
Rapidamente, numa pequena fração de segundo, criamos as mais diversas dúvidas, questionamentos, gostamos de pensar e pensar. Guardar essas dúvidas por algum tempo. Por algumas horas, poucos minutos ou até mesmo alguns meses. Remoemos isso e no final entendemos que queremos sempre ser a vítima. E não assumimos que sim, o sentimento foi guardado com carinho. Que sim, ultrapassamos a dor. Sim, está tudo bem.
Um dia desses, não faz muito tempo, passei por tal situação. A princípio fiquei feliz. Recebi mais informações e achei um absurdo. Depois achei que estava com ego ferido. Doces palavras me confortaram e minha ficha caiu - como dizem por aí.
No final devemos nos desprender do vício de sermos tão acomodados a vida dos outros. Senti como se ele estivesse aqui. Por perto. E no fundo queria ouvir aquela voz me dizendo as novidades. No final, entendi que queria apenas um voto de confiança.
Despertarei da minha nostálgica fantasia e desejarei apenas felicidade. Apenas juízo. Apenas sinceridade.
Pois no final das contas, voltaremos ao mesmo cíclo e faríamos tudo de novo. E misticamente, continuaremos ligados.
Grato!”

marquinhos bueno.
contos.
6 de março de 2012.
ao som de: Corrine Bailey Rae, i'd do it all again

beijos! até a próxima.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

~ férias

Depois de quase três semanas enlouquecidas....Finalmente: F-É-R-I-A-S!!!! Nossa, já estava ficando nervoso e angustiado. Todos os dias recebia algum e-mail tenso de algum professor. A cada e-mail que eu lia era como se faltasse ar. Contudo, as tão desejadas férias chegaram. Ufa... poderei dormir bastante, sair, matar saudades dos amigos..Viajar...Nossa...estou precisando muito disso.... Ano que vem estarei no segundo ano da faculdade..Significa metade do curso. E ano que vem tenho que me empenhar mais nas matérias, nos projetos que estou me envolvendo. Bem, deixarei as metas para ano que vem para um post futuro. 


Hoje gostaria de falar um pouco dos meus alunos do Centro de Línguas. Depois de quase dois anos sem dar aulas, voltei nesse segundo semestre às salas de aula como professor responsável da turma de japonês intermediário 1. foi um grande desafio. os alunos já tinham um conhecimento de japonês e eu estava há algum tempo sem dar aulas. Contudo, os alunos(que são 4 meninas e um menino) foram fofos e super esforçados. Foi interessante retornar a dar aulas. Pude ver o quanto amadureci minha didática durante o tempo que fiquei parado. E passei a ter outras táticas. Outras visões. Educar é algo que me encanta absurdamente e fazer essas reflexões me anima. 




Na foto estão: Haruka, Hanna e Flávia. Minhas aulas. No dia que fizemos Bonenkai(Confraternização), a Gabi e o Keisuke faltaram. Numa outra oportunidade mostrarei foto com eles. 


No dia do Bonenkai comemos bastante e rimos muito. Foi bem divertido. Ano que vem continuarei com a turma deles...Estou preparando várias coisas divertidas...


Bem, como já estou de férias. Aproveitarei a segundona para ver um filme bem tranquilo... 
Até próximo post!!!!!!




sábado, 19 de novembro de 2011

~ atualizações

Faltam mais ou menos duas semanas para final do ano letivo na faculdade. Depois de um ano tão corrido, cheio de decisões e vários planos, logo logo 2011 vai acabar. Ainda tenho alguns objetivos para concretizar até final deste ano, então tenho que continuar me esforçando e manter-me forte. 


Recentemente tenho me empenhando em escrever no blog em Japonês que criei..Mas prometo continuar postando neste espaço. Até porque tenho um carinho muito grande por este blog. 


Semana que vem tenho 5 provas....Uma na segunda, duas na terça, uma na quinta e uma na sexta. Tenho que ler 6 contos, dois livros e fazer entregar um trabalho na quinta. 
Depois, férias. Ufa...fiquei cansado só de pensar. Mas, vamo que vamo né. Hoje, apesar do sabadão, tive aula pela manhã. E ainda tenho que preparar um relatório...Ai ai ai ...Acho que não vou dormir nesse final de semana. ahaha...


Vida de universitário é tão corrida. E ano que vem a tendência é ficar mais corrida ainda. Realmente vejo como os universitários brasileiros se esforçam...Não são todos, mas a grande maioria. Principalmente os que estão estudando em universidades públicas..... 


Outra novidade que me deixou muito feliz é que eu e minha Coordenadora de Japonês vamos reestruturar os níveis do curso de JAponês do CEntro de Línguas da Faculdade. Eu já elaborei o projeto, porém tenho que entregar na quarta todo o projeto detalhado. Depois vamos produzir as apostilas. Pelo visto não terei férias...haha...Mas, vai ser muito bom poder contribuir com o pouco de experiência que eu já tenho...


Já são 21:12....Vamos lá...estudar!!!!!!!! (foto tirada na terça passada quando encontrei minha amiga Ana Celia em SP!!)