明日を目指して

“Apesar das minhas fragilidades, avanço.”- Lya Luft

quinta-feira, 21 de junho de 2012

~ and...

"entre meios, músicas e emoções....nos beijamos. aquele olhar, profundo, esclarecedor, foi seguido do primeiro de muitos. foi decisivo. foi marcante. iniciamos uma troca de ideias, de sentimentos, de amores que só cresce. cresce tanto que até me assusto. me assusto com o que tenho sentido. não por medo de não dar conta ou por qualquer insegurança, mas por ser verdadeiro. puramente sincero e verdadeiro. recordo-me vagamente de um passado, nem tão distante, em que senti o que sinto agora. minha maior vontade, às vezes, é apenas de gritar. sem muitos motivos. em meio a correria, as mudanças entre nossas vidas, mesclado com tantas causas já feitas no passado, minha única vontade, neste exato momento, é: de gritar. gritar que te-quero-aqui-agora. gritar que desejo-seu-abraço-seu-beijo-seu-rosto-colado-no-meu. queria gritar ao vento todas essas palavras para que ele possa levá-las até você. para que mesmo que de longe, como se fosse um murmúrio, vocÊ pudesse ouvir o que sinto. pudesse ter a certeza da veracidade e da sinceridade do que sinto. na maioria das vezes 24 horas é pouco para pensar em você, na gente, no que está por vir. talvez essa ansiedade-vontade-sentimento faz com que eu sinta que está tudo estranho. até porque é estranho sentir tudo isso de novo. é estranho entender que isso é o que sempre chamei de transformação de um tal de carma aí. e talvez o mais estranho é que estamos apenas nos conhecendo. apenas iniciando uma nova etapa. juntos. eu e você. e a vontade de gritar, o achar estranho, todos os questionamentos bobos, no fundo, possuem uma simples explicação: é porque gosto demais de você. simples assim. será que dá pra entender? ... gosto de vocÊ."

marquinhos bueno. 
21 de junho de 2012. 
 

sábado, 2 de junho de 2012

~ it's hard to translate...

" às vezes é difícil traduzir o que sinto. talvez manter-me no silêncio seja a melhor escolha antes que sentimentos passem e não voltem? contudo algumas coisas que eu gostaria que partissem, não partem, permanecem e de alguma forma é bom. o questionamento é: se eles forem, como ficarei?" 

ao som de florence and the machine freneticamente

segunda-feira, 28 de maio de 2012

~ o meio

"Uma vez li algo sobre caminho do meio e isso me marcou. Esse meio é algo engraçado. Somos constantemente influenciados pelo meio em que vivemos. Seja ele família, trabalho, amigos ou até mesmo o meio da nossa própria solidão. Li muito sobre. Conclui várias coisas. Contudo, hoje passei a refletir que talvez eu deva me empenhar em estar mais centrado no meio dos meus próprios sentimentos. Demasiadamente insisto em manter a campanha da boa amizade. Me esforço para fazer sempre a causa que julgo ser certa. Isso implica em sempre manter a sinceridade, sempre criar pontes de diálogo mesmo quando minha maior vontade é manter-me fechado em meus próprios pensamentos Uma vez, no passado, cantei pro vento ''take me for what I am..who I was meant to be.." e me pareceu algo verdadeiro que prolongou-se durante todo esse tempo. Mas a dificuldade se encontra em ter empatia com seus próprios sentimentos e com os dos outros. Quanto devemos respeitar o espaço?-Qual deve ser o limite da minha fala?-Será que tudo isso vai gerar desconforto? No meu sentimento constante de manter a sinceridade, excluí dores que às vezes acredito que deveria ter curtido-as por mais um tempo. Quebrei silêncios, barreiras. E mantive-me pra lá do meio. Até que com um pequeno soprar do inverno que, lentamente, se manifesta entre o tal do dia-a-di-a-dia-dia, perdemo-nos no tal do meio. Não há explicações, justificações e muito menos cobrança. Sentimo-nos como idiotas? Sim. Não nego. Recordo-me do vínculo que cantamos ao vento e isso faz com que aceite até mesmo esses momentos de dúvida. É como se pudesse ouvir baixinho alguém falando ''deves manter-se no meio. é normal sentir-se como idiota-bobo-seja-lá-o-que-for. mas lembre-se que o mesmo que fizestes isso contigo também teve seu próprio pesar de sentimentos-dores-pensamentos''. Continuo refletindo sobre o meio. Sobre manter-se no meio do que sinto e assim respeitar o meio de outros. Pois como há alguns minutos pude ouvir do vento que 'é sempre muito fácil falar...' .. E não é mesmo?"


marquinhos bueno.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

~ you've got the love...


"há algum tempo atrás, não muito tempo. talvez uma semana ou duas, ela, com toda sua beleza-força-garra-, leu minha mão. sempre tive um certo receio com isso. encarar informações como perda-ganhos-vida-morte-amores, sempre foi algo que eu evitei. talvez por estar calejado com o tempo e com experiências. contudo, ela, com seus penetrantes olhos - que na minha opinião enxergam além da alma-do-tempo-do-espaço, com uma simplicidade meiga-querida-amiga, leu a minha mão. rodeados de amizade verdadeira, datas especiais, mesas de plástico, e copos de cerveja ela ditou, com suaves palavras, um futuro garantido-feliz-e-sucesso e todas as coisas boas que eu sempre desejei e determinei dentro de minha fé. dialogamos por horas. sobre a importância do diálogo, de amigos, da vida, dos "acasos" que gostamos de chamar de acasos mas que sempre trazem um significado profundo em nossas vidas. dentre essa arte de ler-falar-dialogar pude tirar melhores conclusões. re-afirmei-e-re-dobrei meus objetivos. afinal, este é o objetivo. entender que temos força para mudar e transformar.
porém, dentre todas as linhas que ditam e trazem informações sobre vida e sobre nós, aquelas três linhas do tal do amor me intrigaram. mexeram com sentimentos adormecidos. com tantas lembranças. 
a nostalgia me fez bem. me fez sentir forte de alguma forma. 
me fez repensar. de algum jeito me mudou. assim como ela, linda, entrou em minha vida tão leve como o vento que passava entre nós e nossos diálogos, fazendo seus cabelos voarem , enquanto, entre sorrisos trocávamos confidências. enquanto selávamos a-tal-da-amizade-verdadeira. 
agora, mesmo entre altos e baixos do dia-a-dia, aprendi a ditar e identificar os amores dos outros. assim como ela me remeteu a sentimentos nostálgicos e reflexões, espero, mesmo que de leve,  manifestar o mesmo em...quem sabe você?'' 


marquinhos bueno.
18 de maio de 2012. 
contos.
florence+ the machine freneticamente. 

terça-feira, 1 de maio de 2012

~ so sweet and so cold...

"é engraçado como a gente gosta de apressar algumas coisas. talvez pela carência, pela falta de atenção, pela idade. a gente determina que tudo vai ser diferente. que a partir deste momento não iremos fazer aquilo ou tal coisa. a gente passa um tempo investindo nisso, fazendo a causa que consideramos certa e ficamos felizes assim. contudo, às vezes - só às vezes - a pequena insegurança causada pela ausência de contato, faz com que possamos abrir mais a mente e olhar para outras pessoas com novos olhares. encontramos alguém bacana, fenomenal, incrível, e achamos, por alguns minutos, que esta é a pessoa da vida. somamos, então, todas as dores do passado, todas as mágoas, todas as vontades e em poucos minutos determinamos que esta é a pessoa-certa. aí que mora o problema. o ritmo, insano, do dia-a-dia, as diversas páginas passadas de nossa existência, marcadas por tantos acontecimentos, nos envolvem de uma forma tão mística. Às vezes parece um feitiço que nos prende a tantas memórias. e isso se prolonga de tal forma que, misticamente, nos envolvemos com a tal-pessoa-certa que determinamos ser em 5 minutos. em poucas semanas a gente, na tensão e na carÊncia, assume status rapidamente. contudo o que pulamos são as etapas do conhecimento. ninguém é perfeito, ninguém é cem porcento íntegro. temos defeitos, qualidades, manias, loucuras...e para cada uma dessas qualidades-ou-defeitos, temos uma química positiva que é somada com nossa própria vida e isso gera a tal da afinidade. 
o problema é quando apressamos tanto e não há a tal da química. não há química nas manias, nas loucuras, no sexo, em nada. não basta apenas ser incrível-inteligente-mágico se não tiver um misto de prazer e compartilhamento de ideias. isso gera reflexões. como-pude-ser-tão-bobo, como-deixei-isso-acontecer, e-agora. a gente tenta conversar antes que as coisas piorem. e quando já estão mais do que piores?
acabamos dialogando e tentando expor os sentimentos e a causa da discordância. no final? alguém sai magoado, ferido, com raiva. o outro?sai bem, com foco e de alguma forma leve. mas o questionamento que resta é...pq começamos tudo isso, afinal?
o que penso, agora, é como diz aquela música bonita... ~it's not right, but it's ok~.  e no final tudo fica bem. tem que..."



marquinhos bueno.
1 de maio de 2012. 
florence and the machine freneticamente.